INFLUÊNCIA DA ATIVIDADE FÍSICA NA MODULAÇÃO AUTONÔMICA CARDÍACA

Luana Bezerra Mangueira, Cicero Jonas Rodrigues Benjamim, José Ramon Alcântara da Silva, Guilherme Correia Alcantara, Larissa Raylane Lucas Monteiro, Yasmim Mota de Moraes, Giovanni Vieira Pinheiro, Érico Luiz Damasceno Barros, Milana Drumond Ramos Santana

Resumo


A variabilidade da frequência cardíaca (VFC) é um método simples, não invasivo que consiste na oscilação dos intervalos entre os batimentos cardíacos consecutivos (R-R), sendo também um indicador funcional do sistema nervoso autônomo (SNA). O exercício físico estimula a aptidão cardiorrespiratória, concomitante a isto, provoca alterações na função autonômica cardíaca, além de ter impacto positivo na saúde por diminuir fatores de risco na manifestação das doenças cardiovasculares. Objetivou-se identificar dados através de uma revisão integrativa da literatura sobre a influência da prática de atividade física na modulação autonômica cardíaca. A estratégia de busca foi delineada no diretório de revistas da SciELO e nas bases de dados MEDLINE e LILACS. Foram selecionados os artigos que estivessem sido publicados nos últimos cinco anos (2013 a 2017).  O operador booleano AND foi utilizado para a associação dos seguintes descritores: Sistema Nervoso Autônomo; Frequência Cardíaca; Atividade física; Sistema Nervoso Simpático; Sistema Nervoso Parassimpático. Empregados os descritores mencionados, apareceram 310 artigos que faziam referência à associação dos termos procurados. Dentre estes, permaneceram 39 estudos que foram impressos para a leitura íntegra. Destes, 22 estudos foram excluídos, pois não faziam referência ao tema central da pesquisa, restando 17 artigos. Os estudos selecionados indicaram que a modulação autonômica cardíaca frente a pratica de atividade física gera uma boa aptidão física que resulta em um aumento da VFC e um menor risco de desenvolver doenças cardíacas. Com algumas semanas da prática de atividade física, há um melhor balanço simpático-vagal onde há maior ativação da condução simpática após o início do exercício físico; pós-exercício há um aumento da condução parassimpática, além do que a aptidão e resistência física que se ganha com o exercício gera maior recuperação da frequência cardíaca após o exercício. A atividade física tem um impacto positivo no controle autonômico cardíaco quando é analisada por meio dos índices da VFC, nas diversas modalidades de exercício físico.


Palavras-chave


Sistema Nervoso Autônomo; Frequência Cardíaca; Atividade Física.

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DOI: http://dx.doi.org/10.19095/rec.v6i1.414

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