OCORRÊNCIA DE SÍFILIS NO LABORATÓRIO MUNICIPAL DE LAGES – SC

Aldo Camargo de Oliveira, Natália Guedes Nascimento, Ricardo Batista de Oliveira

Resumo


Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) são consideradas um dos problemas mais comuns de saúde pública no mundo. Acarretando em complicações de natureza sanitária, social e econômica. Dentre as IST conhecidas encontra-se a sífilis, que é uma doença infecciosa crônica, com períodos de latência e atividades recentes ou tardias, de transmissão sexual e eventualmente transplacentária. O presente estudo retrospectivo avaliou o perfil dos pacientes que realizaram exames de rastreio para a detecção da sífilis no Laboratório Municipal de Lages-SC, no período de Junho de 2013 a Junho de 2014. Os dados dos pacientes foram coletados junto ao programa de software BitLab.  Considerou-se todos os valores de titulação do exame de VDRL (maiores e menores que 1:16), o acometimento entre sexos masculino (M) e feminino (F), a idade mais recorrente, bem como a relação das mulheres que estavam em período gestacional. Durante o período, foi realizado pelo laboratório, 7.173 exames de VDRL, dos quais 317 (4,42%) deram valores de titulação ≥1:2. Titulações ≥1:16 somaram, 31 casos M (31,31%), e 52 casos F (23,85%). A faixa etária mais acometida, com titulação ≥1:2 foi a dos jovens com idade entre 18 a 26 anos. Entre as mulheres gestantes e não gestantes, observou-se um número igual de titulações ≥1:16 (26). Conclui-se que as mulheres foram as que mais procuraram pelos exames de VDRL, porém, a maior ocorrência de soro reagentes (≥1:16), foi de homens. Destaca-se um elevado número de resultados ≥1:2 sem um segundo teste treponêmico confirmatório, gerando incertezas quanto aos resultados obtidos.


Palavras-chave


Sífilis, IST, VDRL

Texto completo:

Português Inglês

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DOI: http://dx.doi.org/10.19095/rec.v8i2.980

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